quarta-feira, outubro 30, 2002
As primeiras meias foram utilizadas pelas mulheres gregas por volta de 600 a.C. Na verdade, elas eram um sapato baixo, tipo sandália, que cobria principalmente os dedos do pé e o calcanhar. Chamado de sykhos, era considerado um artigo vergonhoso para ser usado pelo homem e tornou-se uma das vestimentas para teatro cômico favoritas, garantindo o riso quando um ator masculino a usava. As mulheres romanas copiaram o sykhos e latinizaram seu nome para soccus. De Roma, a soccus de couro macio viajou para as ilhas britânicas, onde os anglo-saxões descobriram que uma daquelas bem macia dentro de uma bota protegeria os pés de arranhões. Estava, assim, a caminho de se tornar a meia moderna.
A meia-calça foi uma invenção que começou a ser usada inicialmente pelos homens. Na Antiguidade, os povos do Mediterrâneo usavam saiotes e não precisavam se preocupar em proteger as pernas porque a região era bastante quente. No norte da Europa, onde fazia frio, as tribos germânicas que protegiam da cintura até os tornozelos. O exército de Júlio César, no século I a.C., também usaram esse tipo de proteção quando partiam para conquistas. Ao longo dos séculos, a proteção se estendeu dos tornozelos para os pés e a meia-calça estava inventada.
Na Segunda Guerra Mundial, toda a produção de náilon foi requisitada para fins militares, como a fabricação de pára-quedas e tendas de campanha. A demanda ficou absolutamente reprimida. Quando, numa pesquisa, perguntaram a sessenta mulheres americanas do que mais sentiam falta por causa da guerra, quarenta responderam: do náilon. As outras vinte citaram maridos ou namorados. Assim, quando as meias de náilon voltaram ao mercado, em 1946, foram recebidas por longas filas nas portas das lojas. A explicação da origem de seu nome é a de que une as siglas de Nova York (NY) e Londres (Lon).
Na verdade. Tudo isso surgiu pq eu estava sem idéias para escrever um post. Pedi a opinião de
alguém para uma sugestão.
- Por que vc não fala sobre as meias de nylon e a revolução feminista?
Eu não sei nada sobre revolução feministas associadas a meias de nylon. Eu não sei nada sobre revolução feminista e meias de nylon. Talvez eu pudesse associar algo a soutien, mas não a meias. Daí
ela apareceu por aqui, e perguntei se sabia algo a respeito. Esse
link é perfeito sobre o assunto:
The subtle tyranny of the nylon stocking over the minds and actions of women for the next twenty years - until it was partially overthrown by the anti-bourgeois fashion revolution of the Sixties - should not be forgotten. Medo.
Daí fiquei pensando nas associações que meias de nylon me trazem. Sexo, poder e mentira. Uma trilogia interessante, que não precisa, necessariamente estar relacionada. Mulheres que usam meias de nylon no dia-a-dia geralmente são executivas ou vendedoras de enciclopédias. Uma mulher pode utilizar-se de um conjunto espartilho x meia-de-nylon para fechar negócios ou impressionar quem quer ser impressionado (não necessariamente na mesma ordem). A pessoa a ser impressionada ainda pode desiludir-se caso perceba que a meia de nylon em questão empurra a barriga pra dentro e empina a bunda. Pensando bem, agora percebo a relação das meias de nylon e as causas feministas com total clareza.
Obrigada meninas.
segunda-feira, outubro 28, 2002
Reparem bem nesse quadrinho. Reparem bem, pois eu vou viajar. O óbvio seria que o Garfield papasse o pobre passarinho (no sentido alimentício). Aí ficaríamos com raiva ou não dele. Raiva por ele não ter respeitado o pobre passarinho, ou não, pois fez com que a cadeia natural seguisse seu curso. Reparem que no último quadro ele diz algo sobre um pré-julgamento. É natural julgarmos as pessoas baseados em nossos próprios conceitos. Estejam eles certos ou errados. Algumas pessoas vão achar que o Garfield é mau. Algumas pessoas vão achar o passarinho estúpido ou ingênuo. Algumas pessoas vão achar que Jim Davis já teve dias melhores. Algumas pessoas não sabem quem é Jim Davis. Algumas outras adoram o Garfield e se identificam com ele em algumas situações. Outras não conhecem o Garfield, já outras não acham a mínima graça nas tiras. Algumas pessoas preferem a Mafalda, ou simplesmente qualquer outra coisa em que não tenham que pensar muito. Algumas pessas são assim, outras não.
sexta-feira, outubro 25, 2002
Momento consciente
Hoje, o Brasil se orgulha de ter um dos sistemas de votação mais eficientes do mundo, contando até com urna eletrônica. Nem sempre foi assim. Nos 180 anos desde a independência, as regras eleitorais mudaram quase tantas vezes quanto os governantes. "Poucos países têm uma história eleitoral tão rica quanto a do Brasil", diz o cientista político Jairo Nicolau no recém-lançado livro História do Voto no Brasil (Jorge Zahar). A obra traz um monte de curiosidades sobre a história das votações:
- Entre 1824 e 1880, o voto para cargos legislativos era indireto. Os "votantes" escolhiam os "eleitores", que elegiam senadores, deputados e vereadores.
- A eleição era realizada na igreja matriz da paróquia, logo depois da missa.
- Não havia candidatos. Os votantes traziam de casa um pedaço de papel com o nome, a profissão e o endereço de qualquer pessoa de que gostassem. Em algumas ocasiões, essas cédulas vinham prontas em jornais ou eram entregues por cabos eleitorais na porta da igreja.
- O alistamento acontecia no dia da eleição, quando uma junta fazia a listagem de todos os cidadãos aptos para votar. Era comum o mesmo eleitor votar cinco ou seis vezes em paróquias diferentes.
- Uma pessoa podia votar por outra.
- Até 1889, ano da Proclamação da República, era preciso ter uma renda mínima para votar. Mas só em 1875 tornou-se necessário comprová-la. Foi nesse ano que se instituiu o título de eleitor.
- A pessoa precisava assinar o próprio nome na cédula. Se não conseguisse, outras pessoas assinavam por ela. Em 1889, o voto foi proibido para os analfabetos. Só em 1985 isso mudou.
- Os eleitores votavam no número de representantes a que cada paróquia tinha direito. Se ela elegia sete deputados, então cada eleitor escolhia sete pessoas. Em 1904, tornou-se possível votar até quatro vezes no mesmo candidato.
- Também em 1904, determinou-se que o eleitor preenchesse duas cédulas: uma ia para a urna e outra ficava com ele, para que pudesse provar em quem votou.
- O Brasil deu voto às mulheres em 1932 – 12 anos antes da França e 32 anos antes de Portugal.
Bom final de semana.
terça-feira, outubro 22, 2002
E hoje é dia ...
... do Protesto Mundial contra o Uso do Eletrochoque.
Tem dia pra isso? Tem sim. E é merecido. Eu assisti a algum tempo atrás, uma peça sobre o assunto. Anjo Duro, era o nome do monólogo. Conta a história da Dra. Nise da Silveira. O espetáculo aborda a luta incessante da médica para propor e manter métodos alternativos de cura e reintegração dos pacientes esquizofrênicos à sociedade (entre elas a arte) e abolir o uso de eletrochoques. Tem algumas coisas que a gente ouve falar, mas parece ser algo tão distante da nossa realidade. Eu nunca conheci um doente mental (tirando pessoas com Sindrome de Down), eu não faço idéia da reação causada por um tratamento de eletrochoque.
Esse final de semana eu tive a oportunidade de conversar com uma pessoa cega. Eu não soube muito bem como reagir, se pegava na mão e ajudava a atravessar a rua, se tentava dizer alguma coisa engraçada. Só olhava pra ele (que é muito bonito, por sinal) e ficava pensando no monte de coisa insignificante que ele deixava de perceber. E ainda fui com outro amigo, que faz um trabalho voluntário muito interessante, visitar uma instituição para crianças com câncer. Aquelas mães, que vêm de longe, e deixam 6 filhos longe e estão perdidas na grande cidade em busca de tratamento para o que carregam no braço, mas a criança que mais chamou minha atenção foi a Ingrid. Ela estava sentada em frente à janela, observando o sol lindo que brilhava do lado de fora, depois de sua mãe tê-la tirado da cadeira de rodas. Ela ainda prestava atenção em outras crianças que estavam cuidando do jardim, numa coreografia Ragatanga (aquela música das Popstars Rouge). Ingrid estava triste e tinha um olhar de como quem pedia para não ter pena dela. Ela queria estar ali, talvez ela fosse uma das poucas a entender o que estava realmente acontecendo (os outros eram muito pequenos, e estavam vidrados, observando o Homem-Aranha - meu amigo - distribuir os presentes). Eu fui embora, e a última pessoa que eu vi naquele lugar foi a Ingrid. Eu queria muito saber sobre a Ingrid, daqui a algum tempo. E estou aqui, mesmo que ela não saiba, torcendo por ela.
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Sim, eu queria ser um buldogue (obrigada pelas manifestações de quem me conhece, em dizer que eu não me pareço um buldogue). Por que eu queria ser um buldogue? Leia
aqui.
Para saber mais sobre a peça Anjo Duro, que já saiu de cartaz, leia
aqui
Para saber sobre a História da Terapia Por Choque em Psiquiatria, leia
aqui
E nos falamos na sexta.
segunda-feira, outubro 21, 2002
Nham!
As refeições feitas em horários certos fazem parte dos rituais mais antigos da humanidade. Os efeitos sociabilizantes do comer em grupo ajudam a nos humanizar. Os pequenos vínculos que unem as famílias são forjados à mesa. A estabilidade de nossos lares provavelmente depende mais de mantermos horários certos para fazermos as refeições em conjunto do que da fidelidade sexual ou do respeito filial. Hoje essa estabilidade corre perigo. A comida está sendo dessocializada. O fim das refeições regulares implica dias desestruturados e apetites indisciplinados.
A solidão da pessoa que consome fast food é incivilizadora. Nas famílias regidas pelo microondas, a vida familiar se fragmenta. O fim do preparo das refeições em casa é algo que foi previsto com tristeza e, ao mesmo tempo, ardentemente desejado. O movimento contrário à cozinha caseira começou há cem anos, sem muita força, entre os socialistas que queriam libertar as mulheres da cozinha e substituir a família pela comunidade mais ampla. A culinária rendeu-se à chamada "conveniência", em que o desmembramento das famílias começa pela geladeira.
A volta à mesa de jantar parece ser inevitável porque, como disse Carlyle [Thomas Carlyle, escritor escocês (1795-1881)" certa vez, "a alma é uma espécie de estômago, e a comunhão espiritual é um comer juntos". Parece que somos incapazes de ser sociáveis sem a presença de alimentos. Para as pessoas que apreciam a presença umas das outras, cada refeição é uma festa amorosa. Comemos para entrar em comunhão com nossos deuses. A mesa de jantar discretamente iluminada é nosso ponto de encontro romântico favorito. Alianças diplomáticas são forjadas em banquetes de Estado. Negócios são fechados em almoços de negócios. Os encontros familiares ainda se dão na hora das refeições. O lar é um lugar que tem cheiro de comida sendo preparada. Se quisermos que nossos relacionamentos dêem certo, teremos que voltar a comer juntos. E, nesse caminho, vamos derrotar a obesidade. Se pararmos de comer constantemente ao longo do dia, vamos parar de comer demais.
Felipe Fernandez Armesto é historiador e professor da Universidade de Londres. É autor de, entre outros livros, "Milênio" (ed. Record) e "Food - A History" (ed. Macmillan, Inglaterra). Este texto foi publicado no jornal The Guardian e também pode ser encontrado no Jornal Folha de São Paulo de ontem.
sexta-feira, outubro 18, 2002
Jornal Valor: O que nos faz peculiares, diferentes dos animais?
Marlene - Um dos propósitos de meu livro é mostrar que o comportamento dos animais não deveria ser tomado como modelo, bom ou não, para a moral humana. Podemos fazer listas de coisas que fazemos e os animais não - como pagar impostos, assistir à televisão ou pôr meias - ou vice-versa - pôr ovos, mudar a cor da pele de modo a nos adequar ao jardim ou armazenar esperma no útero por muito anos. Provavelmente, somos mais fascinados com as coisas que podemos compartilhar, como o direito à escolha no acasalamento, a paternidade ou a maternidade. Pensando bem, fui brincalhona demais dizendo que uma das diferenças básicas é que nós pagamos impostos. Acredito que os esforços de encontrar os atributos que nos faça humanos estão sempre tendo sucesso e, ao mesmo tempo, falhando. Têm sucesso porque somente nós podemos determinar onde reside nossa exclusividade, mas falham porque estamos para sempre e de modo inseparável ligados aos outros animais.
Marlene Zuk, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, e autora de "Sexual Selections"
Eu queria ser um cachorro. Um buldogue talvez. Bom final de semana.
Presentinhos
Obrigada,
obrigada!
quarta-feira, outubro 16, 2002
Horóscopo
O horóscopo diário foi uma criação do faquir Birman (pseudônimo do francês Charles Fossez), cujo extraordinário talento para a auto-promoção, fez a astrologia chegar às ruas. Em 1913, ele traçou um horóscopo, em sessão pública, na sala Wagram, numa jaula de animais ferozes, onde haviam juntado muitos ratos famintos. Uma ratoeira se abriu acidentalmente e os ratos se espalharam entre o público. Depois desse incidente e de outras eventos promocionais, tais como a distribuição de horóscopos na prova ciclística Tour de France, uma estação de rádio parisiense pediu-lhe que divulgasse no ar o horóscopo do dia. Iniciativa logo imitada pelo diário L'intransigeant, o primeiro órgão da imprensa escrita do mundo a divulgar uma crônica astrológica.
Sinceramente, eu não acredito nessa previsões astrológicas diárias, mas sempre tem alguma coisa que não pode ser de todo ignorado. Essas coisas de perfil genérico:
Todos os capricornianos são assim ... Não, definitivamente não, mas vamos combinar que isso pode ser uma tendência, e algo que realmente pode-se afirmar, ao considerar uma amostra de capricornianos. Daí eu recebo um e-mail, onde em determinada parte, deparo-me com isso aqui:
... Cristalização pode ser um problema de Capricórnio como cálculos nos rins ou na vesícula ... Tá e daí, conheço um monte de gente que não necessariamente seja de capricórnio e que sofre do mesmo mal. Acontece que eu sou uma pedreira. Acontece que eu sou boba e fico acreditando em tudo que me contam. Vou fazer um levantamento de datas de nascimento com o urologista e ver se tem alguma associação. Vou lá e já volto. Aliás, qual seu signo?
terça-feira, outubro 15, 2002
Desconexos
Pode parecer estranho, mas um grupo de produtores vai iniciar em janeiro as exportações de um produto chamado guatchup. Trata-se de um molho agridoce similar ao ketchup, só que feito de goiaba e inventado no Brasil. A expectativa da Associação Brasileira dos Produtores de Goiaba (Goiabrás) é que em dois anos sejam exportadas 3 600 toneladas do produto para Estados Unidos, Canadá e Sudeste Asiático, gerando um faturamento de 10 milhões de dólares.
E o lanchinho da tarde nunca mais será o mesmo Fonte
O álbum "Elvis 30 #1 Hits", lançado mundialmente no dia 23 de setembro, é o primeiro do cantor a atingir a primeira posição nas paradas norte-americanas logo no seu lançamento, segundo a BMG. A gravadora informa também que as vendas nos Estados Unidos na primeira semana totalizaram mais de 500 mil cópias e na segunda semana ficaram em mais 337 mil unidades. Na Europa, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) concedeu ao álbum o prêmio Platinum Europe Award, pelos mais de um milhão de discos vendidos. Diz a BMG que "Elvis 30 #1 Hits" também está no primeiro lugar de vendas em mais de 20 países.
Fonte:
É sempre assim, o cara tem que morrer pra conseguir esse feito.
A partir da segunda quinzena de outubro, será veiculada a nova campanha da Democrata. Estrelada por Reynaldo Gianechini, a campanha é composta por anúncios de mídia impressa e outdoor.
Fonte Eu
me lembro que eu li em uma entrevista (aquela coisa Caras em cabelereiro) que ele odeia sapatos. Só pra constar.
Em tempo: Hoje é o dia da Bengala Branca (?) e do professor. Parabéns
professora!
sexta-feira, outubro 11, 2002
Finalmente
Tá corridíssimo por aqui, então, vamos direto ao assunto:
Sim, clique
aqui e saiba sobre o que se trata.
E tenham um ótimo final de semana.
Ps.: Alguém aqui vai na Trash?
quinta-feira, outubro 10, 2002
Previsibilidade
Uma amiga aqui na empresa comentou que precisava comprar um presente de anversário para a sobrinha dela. Eu, solícita que sou, ofereci-me para ajudá-la. Fomos até o shopping. Antes, algumas perguntas básicas:
Eu: - Qual a idade da sua sobrinha?
Ela: - Vai fazer 18.
Eu: - Ela tem algum estilo?
Ela: - Namora um surfista.
Eu: - Por acaso, eles vão para o Guarujá todo o final de semana, o namorado dela tem uma Parati e eles sempre carregam algum cachorro que pode variar entre Pitbull e Rotweiller?
Ela: - Nossa, você conhece minha sobrinha?
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Minha mais recente aquisição foi um amigo baiano. O legal de ter amigos fora do perímetro, é alguma possibilidade de poder passar as férias em outro lugar que não Praia Grande. Minha caixa de correio recebe o seguinte cartão:
Protetor Solar 50, por favor.
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Eu tenho uma
amiga que mora em um lugar, que em Outubro é alvo de atenção de milhares e milhares de bebuns. Eu estou aguardando anciosamente, um convite para a
festa (
Pudinga, brincadeira ... foi só pra fechar a trilogia). Quem quiser saber mais sobre a festa, acesse
aqui, e não
aqui.
quarta-feira, outubro 09, 2002
Nada será como antes
Robô da Fujitsu recebe ordens pelo celular - Batizado de Maron-1, o robô é capaz de ser controlado via telefone celular, enviando ao usuário imagens via vídeo do que acontece no interior de sua residência (eu consigo imaginar a utilidade do apetrecho para maridos e esposas, que desconfiados de seus respectivos cônjuges resolvem colocá-los em ação. Não, é melhor não pensar).
Crianças conhecem mais a Internet que os livros - De acordo com os dados, seis em dez crianças naquela região sabiam que homepage era a página inicial de um site na Web, enquanto que apenas 9% puderam explicar o que significava o prefácio de um livro. Cerca de 60% das crianças conseguiram identificar um disco rígido como parte de um computador, mas somente um terço delas sabia que "capa-dura" se tratava de um tipo de livro. (Sim, isso é na Inglaterra, no mesmo país onde tem gente ficando rica escrevendo livros sobre bruxo)
Web é melhor cupido que paqueras em bares, revela estudo - Uma pesquisa recente da Ipsos-Reid revelou que cerca de 44% dos americanos acreditam que as pessoas têm mais chance de encontrar um parceiro através da Internet do que em um bar ou danceteria com outros indivíduos solteiros. Mais de 30% dos americanos acreditam que uma relação que se inicia pela Web tem mais chances de dar certo que aquelas iniciadas em bares ou danceterias, enquanto que 8% acham que as possibilidades são as mesmas. (Ha ha ha ... ótemo, quero dizer, ahn ... esquece)
Adolescente anuncia suicídio na Web e é salvo - O adolescente, cujo nome não foi revelado, declarou a outras pessoas que participavam do fórum, que havia tomado uma overdose de drogas. Ele foi localizado e salvo pela polícia americana pouco tempo depois. (Se de repente, eu parecer depressiva e em seguida demorar a postar, por favor, entrem em contato e acionem a polícia. Meu corpo poderá estar em decomposição em algum lugar)
Máquinas de lavar nos EUA serão monitoradas pela Web - A IBM vai capacitar 9 mil máquinas de lavar nos EUA com acesso à Internet em lavanderias localizadas em diversas universidades americanas. O novo método permitirá que os estudantes paguem o serviço através do celular ou da digitação, na Web, de alguns dados de sua carteira de identidade (ID). Os equipamentos, que, segundo as companhias, são bem mais sofisticados que as máquinas tradicionais, serão conectados a um sistema inteligente hospedado pela IBM. Através dele, os estudantes poderão visitar um site para saber quando uma das máquinas estará disponível. Eles também poderão selecionar diversas funções, como a dispensa de sabão e amaciante de roupas, escolhendo até a linha de produtos que deseja utilizar nas roupas. Quando o serviço estiver concluído, os estudantes serão notificados via e-mail, que será enviado aos seus pagers ou PCs. (Tá, é bem legal, mas alguém ainda tem que levar a roupa e colocá-la dentro da máquina, ainda nào inventaram nada que substituisse esse operacional)
Nota da autora: Tudo isso pra dizer que eu estou com muita raiva da internet. Mensagem subliminar, parte III.
terça-feira, outubro 08, 2002
Crescei-vos e multiplicai-vos
Nos próximos dois anos, o Gartner Inc. estima que as companhias bem sucedidas e suportadas por um cenário econômico fortalecido, mantenham os avanços em Tecnologia da Informação, mas continuem a demitir milhões de funcionários -
Fonte
O que é exatamente que faz com que exista crescimento? É a pergunta que William Easterly quer responder no livro "The Elusive Quest for Growth". Segundo o autor, depois da Segunda Guerra Mundial, a teoria econômica dominante dizia que o crescimento econômico variava em função do capital, principalmente na forma de fábricas, equipamentos, máquinas, etc. Assim deduzia-se que gastar mais dinheiro era a chave do sucesso. Quanto mais dinheiro você gastasse, mais cresceria (Eu sempre tentei explicar essa teoria pra minha mãe, mas sem sucesso).
Entretanto, a teoria não se sustentou a longo prazo, graças a uma lei poderosa - a dos retornos menores. Explica o autor: "dar a uma costureira sem equipamento uma máquina de costurar com certeza vai aumentar muito sua produtividade. Mas não adianta dar-lhe uma segunda máquina, porque ela só vai conseguir usar uma".
É claro que novas tecnologias permitem que uma costureira (ou qualquer pessoa treinada) opere o equivalente a várias máquinas. Mas assim como dinheiro, também tem um ponto em que não adianta investir mais em tecnologia.
Então qual é o verdadeiro 'motor' do crescimento? Conhecimento. Mais do que conhecimento, é conhecimento aliado a oportunidade, e quanto mais gente envolvida, melhor. É um fenômeno que o autor chama de '
leakage' (ou vazamento), pois geralmente uma pessoa descobre alguma coisa, mas o crescimento só ocorre mesmo quando o conhecimento '
vaza' e outras pessoas podem aplicá-lo, criticá-lo e melhorá-lo.
I still need money!
Ps.: Hoje é o dia do Nordestino (mensagem subliminar)
Ps II.: Da série, Marketing Viral, parte II
segunda-feira, outubro 07, 2002
Fight for your right ... to party!
Querido diário,
E então ... o marketing viral me pegou de novo. Seguindo os passos da
Tosca Mãe, que arrastou mais algumas
pobres almas, fomos ao Salamandra. E o marketing viral me surpreendeu de novo. E
Mary, tem esse nome porque a idéia de de virose mesmo, propagação, essas coisas.
No sábado, fui para um inofencivo fondue na casa de um amigo, afinal a família dele estaria lá. Pai, mãe, primos ... encarei a empreitada. Eu pensei que estava exagerando nas minhas observações sobre a quantidade de bebida alcoolica disponível, para um simples encontro de família. Não, eu não estava, aconteceu o pior, o que eu não imaginava nem nos mais obscuros pensamentos. O mundo caía e eu ali, lendo uma Quatro Rodas que achei perdida em algum canto da casa. Não tinha muito o que fazer, pelo menos eu, o anfitrião? Ótimo anfitrião, até demais, acho que foi nisso que ele pecou. Me irrita essa coisa de ter de beber para poder engatar uma conversar ou para sentir-se aceitável, pelo menos localmente falando. Sim eu bebo, mas simplesmente não estava afim. Não fui a única a sair sóbria, mas talvez a única que mais disse
nãos.
Stay away, if you can.
Eu já disse isso aqui. Eu já fiquei de porre, eu já disse coisas impensáveis, eu já dei baixaria, eu já deixei de me lembrar de coisas que disse quando estava de porre. Não que isso seja uma constante, às vezes é bom, mas não comprometer a integridade alheia, por favor.
Eu votei no Serra. Eu decidi que ia votar no Serra no Sábado à noite. Eu votei no Serra por causa da mãe dele. Uma mãe nunca se engana quanto a um filho. Não é motivo, eu sei, mas eu não aguentei ver as mesmas coisas, o mesmo remédio sendo segurado, a mesma criancinha sendo carregada no colo pelo Lula ... parecia um
dejavú Maluf, não, obrigada Duda Mendonça, faça melhor para conseguir meu voto para o segundo turno, a mãe dele já fez sua parte.
Eu juro que eu tentei ir ao cinema, eu juro que eu tentei alugar um filme, eu juro que estou tentando, eu juro que sei que eu podia fazer melhor, eu juro que vou começar a tomar o remédio, antes que seja tarde, de novo.
sexta-feira, outubro 04, 2002
Marketing Viral
Uma série de pesquisas feitas pela Jupiter Media Metrix revela que o marketing viral é uma ferramenta poderosa tanto de redução de custos quanto de marketing. Segundo a Jupiter, as empresas que levam em conta o marketing viral e a satisfação do cliente ao identificarem os clientes fiéis conseguem reduzir o custo da aquisição em 27 por cento e aumentar o valor médio dos pedidos em até 60 por cento. Por quê? A maioria das empresas utiliza uma definição muito limitada de fidelidade, diz a Jupiter, sobretudo porque negligencia os indicadores mais importantes do comportamento dos clientes, tais como o marketing viral. - Fonte:
Peppers and Rogers
Marketing Viral é o famoso boca-a-boca. É o que você lê, o que te contam, o que você vê, gosta, assimila e repassa. É a maior propaganda que uma empresa pode ter. Faz um sucesso danado. Eu já vi filmes pq vi indicações em blogs, eu já ouvi músicas porque alguém fez referência e eu já fui na Trash pq eu fiquei com uma imensa vontade de conhecer as pessoas a quem, de certa forma, eu considero opiniões.
Hoje é o dia do Cachorro e o dia Internacional dos animais. Em homenagem a isso, eu comi filé de frango no almoço. Salut!
E bom final de semana a todos.
quinta-feira, outubro 03, 2002
Quem gostaria?
Lilian Sholes foi a primeira mulher a datilografar em público. Ela era filha de Christopher Sholes, um dos inventores da máquina de escrever, em 1867, durante a segunda fase da Revolução Industrial. Lílian fazia aniversário em 30 de setembro de 1850, e, no centenário de seu nascimento, as empresas fabricantes de máquinas de escrever fizeram comemorações e concursos para eleger a melhor datilógrafa.
Muitas secretárias participavam dos concursos, que passaram a ser repetidos todos os anos, no dia 30 de setembro. A data tornou-se conhecida como o “Dia das Secretárias”. Com o surgimento das associações de classe, a data foi popularizada como forma de reconhecimento da profissão. Alguns Estados brasileiros tornaram oficial o 30 de setembro. Em São Paulo, o Dia da Secretária foi reconhecido pela lei nº 1.421, em 26 de outubro de 1977. Existe também o Dia Internacional da Secretária, que é comemorado na última quarta-feira de abril. Segundo outra versão, São Jerônimo, homenageado em 30 de setembro, é o santo protetor das secretárias. Ele nasceu em Estrido, na Dalmácia. Estudou gramática, retórica e filosofia em Roma. São Jerônimo trabalhou como secretário do papa Damaso, que governou a Igreja Católica de 367 a 384. Chamado de “Doutor Máximo das Escrituras”, Jerônimo traduziu o Antigo e o Novo Testamento, a Vulgata, para o latim. Ele morreu no começo do século V.
Secretárias são um terror para o pessoal de marketing direto. Nada deixa de passar por elas e quase em seguida, seguem para a lixeira ou para algum post-it amarelo horroroso que elas devem carregar aos montes na frente de suas mesas ao lado do esmalte, que serve para impedir que suas meias-calças desfiem mais e mais. Nada contra secretárias, pelo contrário, elas devem ser canonizadas por aguentar situações meramente operacionais e ainda ter de carregar um sorriso amarelo quase o dia inteiro e estar sempre prontas para a próxima (tudo bem, elas ganham mais do que eu, tudo tem seu preço). Eu ouvi, uma vez, não me lembro onde, que o dia onde os motéis apresentam maiores taxas de ocupação (Falei direitinho
Sr. Banheiro?) é exatamente no dia 30 de Setembro, e não no dia 12 de Junho.
Medo, muito medo.
Outra de Americanos:
Foram os tártaros, tribos nômades que habitavam as estepes russas, que fizeram os primeiros hambúrgueres. Conta a lenda que eles levavam a carne crua embaixo da sela, enquanto galopavam, para amaciá-la. Assim como o que aconteceu com os carros, não foram os americanos que o criaram. É sempre assim.
Aliás, motel vem de motor (lugar onde se para descanso, a princípio, enquanto se dirige ... mas aí já é outra história)
Adorei!
quarta-feira, outubro 02, 2002
O lado espiritual da vida
Que o american way of life sempre foi algo pouco apreciado não é novidade. Porém, mesmo sendo criticados como imperialistas e conquistadores, os EUA continuam recebendo milhões de imigrantes por ano. Mas nem todos conseguem se adaptar ao "sonho americano".
Publicado no jornal semanal The Russian Bazaar (as edições são destinadas aos russos que imigraram para os Estados Unidos e que moram principalmente no Brooklin - Nova York), os imigrantes contam por que estão voltando para a Rússia: a maioria o faz por não se sentir parte da cultura americana.
Eles também alegam que na América falta o que eles chamam de
dukhovnost,ou "lado espiritual da vida".
"Eu não gostaria de falar mal dos Estados Unidos, um país que nos aceitou como somos. No entanto, nem eu, nem minha família, conseguimos aceitar os valores desse mundo ... e não porque eles são piores, mas simplesmente porque não são nossos", disse um deles.
Que eles têm um presidente que possui habilidade de raciocínio questionável, isso ninguém duvida. Pérolas como
"O futuro será melhor amanhã" e
"É tempo para a raça humana entrar no sistema solar" (argh!) são vastamente pronunciadas pelo excelentíssimo. Seguem algumas frases (de efeito) ditas pelo homem mais poderoso do mundo:
" A África é uma nação que sofre doenças inacreditáveis"
SUÉCIA, 14 DE JUNHO DE 2001
" Não respondo a perguntas em francês, inglês nem mexicano "
CANADÁ, 21 DE ABRIL DE 2001
" Você ensina uma criança a ler e ele ou ela terá condições de passar em um teste de alfabetização "
21 DE FEVEREIRO DE 2001
" Espero que as pessoas ambiciosas se dêem conta de que têm mais chances de ser bem-sucedidas com o sucesso do que com o fracasso "
18 DE JANEIRO DE 2001
" Não estou preocupado em manter os poderes do Executivo apenas para mim, mas também para meus predecessores "
29 DE JANEIRO DE 2001
Ps.: O título do post não tem muita coisa a ver né? Tem sim, chamo aqui de mensagem subliminar.
Ps II.: Eu fiquei com vontade de falar mal dos Estados Unidos. Posso ser demitida por justa causa.