Porque isso é como um carro, podendo acelerar, parar, bater, ser trocado, financiado, pegar 15 km de trânsito quando se est? atrasado ou transitar, sem destino, de capota aberta por uma estrada com o sol brilhando ...
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sexta-feira, fevereiro 21, 2003
 
Mulheres ruivas são mais sensíveis

Mulheres ruivas são mais suscetíveis a sentir dor, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos. O estudo mostrou que pessoas com o cabelo da cor vermelha necessitam de cerca de 20% a mais de anestesia do que as pessoas louras, negras ou morenas. Os médicos acreditam que os mesmos genes responsáveis pela coloração vermelha do cabelo podem ser os responsáveis pela sensibilidade das pessoas ruivas à dor. A pesquisa pode ajudar médicos a melhor definir a quantidade de um medicamento ou anestésico necessários durante um tratamento ou cirurgia.

Sem mais.



segunda-feira, fevereiro 17, 2003
 


Este final de semana foi "o final de semana". Não no sentido de "oh, quanta coisa legal e interessante" mas sim no sentido de descobertas pessoais. Tá, a gente sempre está descobrindo coisas novas, algumas boas, outras nem tanto. Pessoas que valem a pena, outras nem tanto. O fato é, para o Garfield, o Jornal de Domingo é o suficiente para aquele dia. Mas a princípio houveram dúvidas. Então, fazendo uma analogia, será que o que eu tenho, conquistei, e acredito até agora, são suficientes? Será que eu posso mais? Será que o jornal de Domingo me bastaria também?






sexta-feira, fevereiro 14, 2003
 
Desconexos

Meus dias estão sendo assim, acordada de madrugada, chegando quando as pessoas estão voltando, botecos sem hora pra voltar pra casa e uma ansiedade horrível que eu quero que passe logo. Hoje eu fui ao cinema. Eu preciso dizer a algumas pessoas por aqui que eu me lembrei muito delas enquanto assistia ao filme e para quem for assistí-lo, espere até os créditos finais para saber quem é Dick Watson (eu consegui dar a última risada meio que sem querer, pois estava tentando me recompor de um choro compulsivo que me tomou do meio do filme até o final).

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Eu nunca comentei sobre isso, aliás, consegui habilitar esse recurso a pouco tempo, com a ajuda dela, mas chegaram até esse blog buscando por barebacking, ruivas, sexo em quadrinhos, cartomante, co-dependencia (esse dá em média uma busca por semana), salão cabelo daniela cicarelli, miss big brother e psicanálise, piada vida de casal, porque você é assim, história do calendário romano, Cantora Diana musica porque brigamos (esse eu ri muito por motivos pra lá de pessoais), doação de rins, encontro entre almas gêmeas, mensagem para amigo, mulheres na idade media. É claro que também chegam por aqui buscando por mustangs turbinados ... umas 5 buscas por dia ... eu juro que não sabia que tanta gente assim também gostava do carro.

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O termo Marketing 1to1 está completando 10 anos. Tá, você nem sabia desse termo, muito menos que ele tá fazendo aniversário, e comemorando 10 anos. Foi cunhado muito antes da tecnologia permitir o nível de interação com clientes e personalização que é cada vez mais freqüente em todos os segmentos. Don Peppers e Martha Rogers previram que a tecnologia da informação e o uso de mídia interativa permitiriam que as empresas concentrassem suas ações e foco no relacionamento com clientes, e não só em mercados e produtos. E que, quanto mais profundo fosse o conhecimento do cliente, mais competitivas e lucrativas essas empresas seriam. 10 anos depois e eu apresentei um trabalho sobre o tema na faculdade, 10 anos depois eu estou tentando ganhar dinheiro tendo isso como um mantra. 10 anos depois e um cara escreve um livro sobre Antropomarketing com uma pretensa fusão entre antropologia e mercado, passeando por hábitos comuns de nossa história recente, a tal ponto assimilados culturalmente, que as pessoas nem se dariam ao trabalho de pensar como foram vencidos. Exemplo: o carrinho de supermercado, que, como explica o autor, era associado aos de bebê por homens e mulheres (pensava-se que, por isso mesmo, todos resistiriam à idéia de empurrá-lo nas compras); e à própria noção do supermercado, que escancarou as gôndolas ao consumidor, antes fadado a apresentar sua lista ao dono do armazém. E um amigo definiu esse marketing como disponibilizar uma escova de dentes no lavatório de cada banheiro de restaurante de beira de estrada. Simples assim.

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Até o dia 15 de março, internautas de todo o mundo poderão votar nas atitudes mais ineficientes de segurança do planeta. A proposta foi feita pela organização de direitos humanos Privacy International. O concurso, batizado de "World's Most Stupid Security Measure" (ou Medidas de segurança mais estúpidas do mundo), quer identificar o que a organização menciona como mais abusiva, intrusiva ou perturbadora ação de segurança. Quer dar pitaco? Acesse aqui

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Confrontados com uma queda constante no número de recém-nascidos, fabricantes de comida para bebês no Japão estavam à busca de uma nova fonte de receita quando esbarraram em uma tendência intrigante: boa parte de seus clientes se senta muito mais à vontade em uma cadeira de balanço do que sobre um cavalinho de balanço. Parece que as mesmas características que tornam a comida para bebês atraente para os bebês e seus pais - pedaços pequenos e macios, pouco sal, de fácil preparo - também atraem o grupo dos cabelos prateados. Isto levou fabricantes a se engalfinharem para seduzir os cidadãos idosos - ainda que discretamente. Os japoneses idosos, ao que parece, não têm o menor interesse em revelar a sua idade. Assim sendo, fabricantes de alimentos infantis que pretendem vender para idosos mencionam pouco a sua meta demográfica na embalagem. Enquanto uma vende suas refeições para idosos como "Refeições Divertidas", a outra descreve suas bandejas como "Comida para idades de 0 a 100 anos".

Se não bastasse, 20% da receita de agências de turismo, vêm do público da terceira idade. Isso é que eu chamo de antropomarketing.

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Ps.: Eu não bebo, mas tem gente bebendo por mim, com certeza



Ps II.: A frase do post abaixo não tem conexão com o blog of notes.





quinta-feira, fevereiro 13, 2003
 
A prosperidade faz amigos. A adversidade testa-os.

Publilius Syrus










sábado, fevereiro 08, 2003
 
Eu queria

Viver uma daquelas crônicas de Luis Fernando Verissimo cujo timing e marcação de diálogos são perfeitos e onde as conversas começam com um simples Você vem sempre aqui e os personagens geralmente ouvem As time goes by ao fundo.

Ter ido a Estocolmo em 1966 e ter visto Ella Fitzgerald cantando em um concerto Só Danço Samba com o acompanhamento de Duke Ellington.

Eu queria que meu pai não roncasse.

Que você não bebesse tanto.

Que eu não me identificasse tanto com as letras da Polly Jean Harvey.

Que eu tivesse que acordar cedo todos os dias logo, logo.

Poder trocar meu carro por um Mustang conversível 1969, não ter problemas ao sair com ele e que eu não tivesse que rir da seguradora ao receber a proposta.

Que as aulas de finanças acabassem logo e como um passe de mágica eu soubesse como calcular amortizações de juros.

Acho que por hora é só, papai noel.




terça-feira, fevereiro 04, 2003
 
Então ...

Amanhã supostamente será meu último dia aqui, na empresa. Eu sei que eu vou chorar e isso será péssimo. Gosto das pessoas, fiz amigos, aprendi muita coisa, viajei (a melhor parte). Gostaria de agradecer as pessoas que manifestaram apoio via comentários, ICQ, e-mail.

Mas como palavra tem poder (e eu levo muito a sério esse mantra), pensamento positivo é o que não falta por aqui, e não é RH nenhum que vai tirar meu bom humor hoje.

Esse final de semana eu ouvi uma música que mudou o contexto de muitas coisas pra mim. Estava no carro, a caminho de uma festa na Aldeia da Serra quando a ouvi. Esta tarde vi llover (não a versão do Roberto Carlos, mas interpretada por Eydie Gorme). Acho que a ouvi umas 30 vezes desde então. Engraçado como eu sempre busco definições pra tudo. E sempre me incomodou não saber expressar sobre o que é o amor. Eu sei que nem os mais nobres poetas e filósofos conseguiram tal façanha sem se perder no caminho, mas eu precisava de uma música ao menos. Músicas podem conter mil interpretações ... mas essa me pegou.

Esta tarde vi llover, vi gente correr y no estabas tú
La otra noche vi brillar un lucero azul y no estabas tú
La otra tarde vi que un ave enamorada daba besos a su amor ilusionada y no estabas tú
Esta tarde vi llover, vi gente correr y no estabas tú
El otoño vi llegar al mar oi contar y no estabas tú
Yo no sé cuánto me quieres, si me extrañas o me engañas
Sólo sé que vi llover, vi gente correr y no estabas tú ...


Então ficamos assim, você ama alguém quando quer compartilhar coisas, momentos e sentimentos. Acho que é isso.



sábado, fevereiro 01, 2003
 
Porque hoje é sábado. De madrugada. Este blog só teve um post feito aos sábados, e foi o primeiro, isto a uns 8 meses atrás. Você sempre reclamou que eu nunca falei de você aqui. Então lá vai: Hoje tivemos um jantar. Pra lá de especial. Senti-me honrada. Brigamos feio terça-feira. No final do dia você me disse que havia sido demitido. Eu fiquei triste. Muito triste. Pra lá de triste. 48 horas depois, recebi a mesma notícia. Fiquei mais triste ainda. Eu nunca havia sido demitida antes. No meu caso, acho que soou mais hipócrita, mas o fato é que eu nunca havia sentido isso. Desde o meu primeiro emprego, em 96, sempre deixei os lugares de onde trabalhei, nunca me deixaram ir. Senti-me pequena e faltou-me o chão. Pude sentir que seu chão também faltara e ficamos os dois no ar, como em uma inércia. Todos dizem que somos muito parecidos, tão parecidos que nem nossos rins valeriam R$ 70.000,00, a quantia que aquele cara, em plena Avenida Paulista estava pedindo hoje de manhã pelo seu rim. Os nossos brilham, de cristais ... quando eu gritei, você me levou, e segurou minha mão, e levou uma Ferrari que coube na palma da minha mão, e me ensina sobre carburações e aspirações. E brigamos por sugestões e pistões. Mas elas fazem parte, ah se fazem. Porque nem tudo na vida, é assim ... um Mustang, mas pode ser um Maverick de 5.000 conquistado por renegar a muitas vodcas.